Relatório do Conselho de Administração

9h07min – O presidente José Valdir agora apresenta o Relatório do Conselho de Administração e as contas do exercício de 2015, com os seguintes destaques:

  • Ampliação do quadro social, de 130.240 cooperados em 2014, para 135.459 associados em 2015; um aumento percentual de 4,01% no período;
  • Crescimento de 12,6% dos Ativos, no total de R$ 1.775 milhões em 31 de dezembro de 2015, comparativamente aos R$ 1.577 milhões de 2014;
  • Aumento do Disponível em 15,9%, de R$ 427 milhões em 2014, para R$ 495 milhões em 2015;
  • Crescimento de 15,1% da carteira de Empréstimos, em comparação a 2014, alcançando o valor de R$ 1.283 milhões, contra R$ 1.115 milhões no ano anterior;
  • Incremento de 12,7% dos Depósitos a Prazo, totalizando R$ 1.280 milhões em 2015, contra R$ 1.136 milhões em 2014;
  • Aumento do Capital no percentual de 5,7%, atingindo R$ 221 milhões em 2015, comparativamente aos R$ 209 milhões de 2014;
  • Elevação de 20,2% das Reservas, passando de R$ 129 milhões em 2014, para R$ 155 milhões em 2015;
  • Crescimento de 11,2% do Patrimônio Líquido, quando comparado a 2014, de R$ 338 milhões para R$ 376 milhões em 2015.

A seguir, o presidente José Valdir apresenta alguns fatos políticos e econômicos que influenciaram o ano de 2015, iniciando pelos atentados terroristas ocorridos na capital da França, em janeiro e novembro do ano passado, acirrando a indisposição mundial ao modo de operação e às demandas do Estado Islâmico.

2015 também foi difícil para a economia brasileira, com a recessão que fez o PIB (produto interno bruto), previsto a crescer 0,5%, recuar 3,8% no ano. A recessão causou queda do consumo – o comércio não vendeu como antes, a indústria reduziu a produção – e desemprego, que cresceu 8,4% no período.

O dólar ultrapassou a barreira dos 4 reais, e permaneceu elevado até os últimos dias do ano passado. Sua queda não ocorreu em razão do cenário de incerteza econômica quanto ao ajuste das contas públicas do país, e dos investidores atentos ao programa cambial do Banco Central do Brasil, considerando que o preço da moeda é influenciado pela lei básica do mercado, da oferta e da procura. Com maior disponibilidade da moeda, seu preço é reduzido. Com menor disponibilidade, seu preço sobe.

Ainda em sua explanação, o presidente José Valdir menciona que o grau de investimento é um selo de qualidade que assegura aos investidores um menor risco de calote por parte do país que o recebe. E em 2015 o Brasil perdeu seu grau de investimento de crédito, na classificação da agência Standard & Poor’s. Isto ocasionou a perda do selo de bom pagador do país, influenciando a tendência de alta do dólar e a queda do índice da BM&FBovespa.

Outro impacto em 2015 foi a intensificação do êxodo dos refugiados sírios para países da Europa, alterando a economia e a política do continente. Em sua apresentação, o presidente José Valdir cita que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 200 mil pessoas morreram na guerra que assola a Síria desde 2011, e há mais de 4 milhões de refugiados.

Ainda a respeito do Brasil, o presidente José Valdir recorda a autorização da Câmara Federal, em dezembro de 2015, para a abertura de processo de impeachment ao governo de Dilma Rousseff, atingido pela operação Lava Jato da Polícia Federal, iniciada em março de 2014, que revelou esquema de desvio financeiro na Petrobras. O Brasil também viveu, em 2015, seu maior desastre ambiental, com o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco que submergiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, interior de Minas Gerais, deixando rastro de mortos, desaparecidos, desabrigados e contaminando o Rio Doce.

Em sua apresentação o presidente José Valdir recorda a epidemia de Dengue que atingiu o Brasil em 2015, com o aumento de 234% dos casos da doença nos primeiros quatro meses do ano, em comparação a 2014, e o surgimento do Zika Vírus, também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, e seu nefasto efeito sobre gestantes, ocasionando microcefalia aos bebês em formação.

Por último, o presidente José Valdir cita que a economia da China, com sinais de desaceleração, assustou os mercados em 2015, quando a redução no ritmo do país asiático afetou o crescimento global. A menor demanda chinesa por commodities (petróleo, minério de ferro, soja, açúcar) atingiu principalmente os países emergentes, incluindo o Brasil.

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